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Acho também que a troca seria perfeita se deixassem um comentário, eu adoraria! Mara Araujo

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ausência. Uma simples fala de amor


Hoje por uma pequena fração de segundos vi você caminhando na rua. Alguém que me pareceu ser você, essa espécie de marido, amante, namorado e o piano que tocas com velhas mãos de mistérios que conheço tão bem. A mesma camisa, os braços, pelos cabelos, pele e ossos que refletes de improviso no impressionismo das tuas canções. Pensei ter visto você que se foi caminhando por ai em uma tarde qualquer que chorava. E me pergunto... Porque toda poesia fala de dor, fala de amor, de ausências, de mortos que não consigo enterrar e se grudam na alma. Gritos internos e caatingas... Encruzilhadas onde ando ando e não consigo achar tua malícia deitada em mim, pra fazer de conta que esse amor não passou. Fico aqui, buscando palavras que me gritem sua ausência que me observa bem de perto enquanto decido ficar dentro de casa enganando o destino, o corpo e outras coisas que pedem você. E caio nos antigos abismos olhando as paredes que guardam seu cheiro e o seu jeito velho de caminhar. Sinto ódio da ausência, do engano, desse contagio, das marcas, do gosto, da saudade feita de silencio, espera e morte onde caminho no chão das tuas lembranças

Mara Araujo

2 comentários:

Gustavo Henrique disse...

Realmente eu estava em um momento mágico... Este texto, ficou denso, repleto, lindo!!!!!!

mara araujo disse...

Nao foi meu filho Gustavo que disse, fui eu!!!!!